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Turismo – FRA – Bretanha

Bretanha

Para esta viagem de 4 dias, a histórica cidade de Nantes foi o nosso ponto de partida. Foi a partir dali que traçamos a nossa rota para desbravar os tesouros da região, mergulhando na rica herança da Bretanha, com direito a uma visita inesquecível à fronteira com a Normandia, onde fica o Mont-Saint-Michel, para, ao final de todo o circuito, retornarmos a Nantes.

Você pode customizar sua viagem pela Bretanha, seja aumentando sua estadia, seja cortando alguns lugares. Além de Nantes, que é uma cidade bem interessante, Saint-Malo e o Mont-Saint-Michel, são dois pontos mais diferentes e interessantes, que com certeza valem a visita.

Para que este roteiro funcionasse com a liberdade que queríamos, tomamos uma decisão essencial: alugamos um carro em Nantes para percorrer o circuito. Embora a França possua uma excelente infraestrutura ferroviária ligando as grandes metrópoles, depender do transporte público para circular entre as cidades menores e os charmosos vilarejos medievais pode ser bastante demorado. Ter o nosso próprio veículo nos deu a flexibilidade de parar em cada cidade ao nosso tempo.

A Bretanha é uma região que parece ter saído de um livro de contos, onde a história se faz presente em cada rua, nos grandes castelos de pedra e na cultura de raízes celtas. Longe do ritmo frenético das grandes capitais, é um destino que convida a desacelerar. Cruzamos cenários que misturam a força do mar batendo nas muralhas com a tranquilidade das paisagens rurais, passando por cidades corsárias e vilas repletas de flores, provando que algumas das melhores experiências de viagem estão justamente no interior e na costa do país.

Mapa do Roteiro

Saint-Malo

Com as chaves do carro em mãos, saímos de Nantes no início da tarde e pegamos a estrada direto para a nossa primeira parada do roteiro: a famosa cidade corsária de Saint-Malo.

A viagem é super tranquila. São cerca de 180 km entre as duas cidades, o que levou pouco mais de duas horas de direção por estradas excelentes.

Saint-Malo é muito interessante, especialmente a sua parte Intra-Muros (o centro histórico, completamente cercado por grandes muralhas). No entanto, essas ruas charmosas e seculares são, em sua maioria, bastante estreitas e voltadas para pedestres, além de terem piso de paralelepípedos.

Como estávamos de carro alugado e não queríamos passar pelo estresse de arrastar malas pesadas por ruas de pedra ou lutar por uma vaga de estacionamento lá dentro, tomamos uma decisão muito estratégica: optamos por um hotel fora das muralhas. Agora, se preferir passar a noite em hotéis no centro histórico, há alguns grandes estacionamentos próximos às entradas da muralha, mas, a partir dali, você terá que ir puxando a sua mala.

Escolher uma hospedagem na parte mais moderna da cidade garantiu a facilidade de um estacionamento próprio no hotel e uma chegada sem dor de cabeça. A partir dali, fazíamos tudo a pé. Uma caminhada pela orla nos levava diretamente aos grandes portões do centro histórico em poucos minutos (15 minutos), permitindo explorar a fortaleza medieval.

Caroussel Malouin

Um passeio por St. Malo começa no charmoso Manège – Caroussel Malouin. É um carrossel clássico logo na entrada principal de Saint-Malo, servindo como um ponto de referência perfeito (e muito fotogênico) para iniciar uma visita. Além disso fica bem de frente a principal entrada da cidade murada.

Caroussel Malouin

🕒 Horário
Diário: 11h – 19h
🎟️ Preço
Euros 3,00 (R$ 18,00)

Chateau de Saint-Malo

Ao caminhar à direita, logo encontramos o imponente Château de Saint-Malo. Construído pelos Duques da Bretanha para garantir o controle sobre a cidade independente, este castelo abriga a famosa Torre da Rainha. Atualmente, o edifício abriga o Museu de História da Cidade e do País Malouin.

Castelo de Saint Malo

🕒 Horário
Fechado para Reformas

Torre Bidouane

Subindo os degraus das muralhas e seguindo pela caminhada pelo perímetro norte, chegamos à Torre Bidouane. Esta torre de formato peculiar, no canto noroeste, foi antigamente um depósito de pólvora e hoje funciona como um dos mirantes mais legais da orla, onde se pode ver as ilhas fortificadas de Grand Bé e Petit Bé. Na maré baixa, é possível ver pessoas caminhando pelo banco de areia até o túmulo do escritor Chateaubriand.

Torre Bidouane vista do Forte da Rainha

Vista da Torre Bidouane

Porte des Champs Vauverts

Descendo pela face oeste das muralhas, encontramos a Porte des Champs Vauverts. É uma das poucas passagens encrustadas na pedra que permitem aos visitantes transitar rapidamente entre a cidade “Intra-Muros” e a praia.

Bastião Holland

Continuando a jornada rumo ao sul, chegamos ao Bastião Holland. É aqui que você consegue visualizar com mais clareza o verdadeiro peso bélico da cidade, que usava essa artilharia para manter as frotas inglesas bem longe de seus tesouros. O bastião tem uma grande bateria de canhões do século XVIII apontada para o mar.

Praia Mole

Aos pés da face sul-sudoeste da muralha, encontramos a Plage du Mole. É uma prainha pequena, bem charmosa e protegida dos ventos fortes que castigam a parte norte. Se quiser ir até a praia, há um acesso muito prático através de uma das portas da fortaleza.

Bastião Holland

Bastião St. Louis

Ao fechar o nosso contorno da cidadela em direção ao leste, alcançamos o St. Louis Bastion. Durante o auge do corsarismo, esta face da muralha era vital para vigiar as embarcações comerciais que buscavam abrigo. Este ponto oferece uma vista privilegiada sobre a bacia da Marina de Saint-Malo.

Grande Porte

Para encerrar a caminhada de volta ao nosso ponto de origem, descemos para passar pela lendária Grand Porte. Esta é a entrada mais antiga da cidade, cuja arquitetura servia, ao mesmo tempo, a intimidar invasores e a acolher moradores. A porta é guardada por duas imensas torres cilíndricas que sobrevivem desde a era medieval.

O lado de dentro (voltado para as ruas da cidade) abriga um antigo santuário com a imagem da Virgem Maria, venerada como a grande protetora de Saint-Malo.

Intra-muros

Depois de percorrer a muralha de Saint-Malo e se maravilhar com a vista do Atlântico e dos fortes, o passeio ainda está longe de acabar. O verdadeiro segredo para capturar a essência desta cidade corsária é descer e mergulhar em seu interior: as lendárias ruas “intra-muros

Esqueça as avenidas largas e o trânsito moderno. O coração de Saint-Malo é feito de um labirinto de ruas estreitas e sinuosas. Elas foram desenhadas para proteger os moradores dos ventos fortes do mar, mas hoje servem como o cenário para uma boa caminhada.

Intramuros

Saint-Malo é uma cidade de pedra. Seu granito cinzento, resistiu não só aos invernos rigorosos e ao sal do mar, mas também à devastação da Segunda Guerra Mundial. Sendo que a cidade foi reconstruída, mantendo seu traçado original. As casas são altas, muitas com quatro ou cinco andares, com janelas simétricas e telhados de ardósia que se alinham em perfeita harmonia.

Intramuros
Intramuros

Catedral de Saint-Vincent

Depois de contornar as muralhas e sentir o vento cortante do Canal da Mancha, é hora de mergulhar no labirinto de ruelas da Intra-Muros.

Bem no centro da cidadela fica a impressionante catedral, cuja construção começou no século XII. A mistura harmoniosa dos estilos românico e gótico é um prato cheio para quem se fascina pela arquitetura das grandes fortalezas e igrejas europeias.

Catedral de Saint-Vincent
Catedral de Saint-Vincent

Catedral de Saint-Vincent

🕒 Horário
Diário: 10h – 18h
🎟️ Preço
Gratuito

Maison du Québec

Caminhando em direção à muralha norte, chegamos à Maison du Québec. A relação histórica de Saint-Malo com o Canadá vai muito além dos livros de história, e este edifício de pedra é a prova dessa amizade.

Estas casas são um dos raríssimos edifícios da cidade que sobreviveram quase ilesos aos incêndios da Segunda Guerra Mundial, permitindo ver exatamente como era a alvenaria original dos corsários.

Maison du Québec

🕒 Período
Aberto de Maio a Agosto

Mercado

Deixando a parte mais monumental, caminhamos para o lado sul em direção à área do antigo mercado de grãos (Halle aux Blés). Para quem gosta de cozinhar e não perde a oportunidade de comprar ingredientes diferentes, esta região é essencial.

As ruas em volta do antigo mercado estão cheias de pequenas épiceries (mercearias refinadas), onde se encontram desde baguetes frescas e temperos até cervejas e queijos bretões artesanais.

Mercado

Aquário (Grand Aquarium de Saint-Malo)

Um pouco distante do centro histórico, próximo à entrada da cidade, o aquário vai muito além de simples tanques de peixes, oferecendo experiências imersivas e interativas de alta tecnologia.

O aquário abriga mais de 600 espécies diferentes, distribuídas em salas que simulam desde os mares frios e abissais até as águas tropicais.

O ponto de destaque é o L’Anneau des Requins (O Anel dos Tubarões). Um tanque circular gigantesco de 360 graus. No centro dele, há uma sala onde se fica cercado por tubarões e tartarugas marinhas.

Aquário
Aquário

🕒 Horário
Diário: 10h – 19h | 9h – 20h (Julho a Agosto)
🎟️ Preço
Euro 19,90 (R$ 120,00)

Mont Saint Michel

A viagem entre Saint-Malo e o Mont Saint-Michel é curta, levando cerca de 50 minutos a 1 hora de carro (aproximadamente 55 km). Essa proximidade torna o local um destino clássico para um “bate e volta” saindo de diversas cidades da região, mas as experiências variam conforme o tempo disponível.

É possível fazer uma visita rápida apenas para ver a abadia e as ruas principais, ou dedicar o dia inteiro a explorar cada detalhe da vila medieval e observar a subida da maré. Na época da nossa visita, o movimento estava tranquilo, permitindo caminhar com calma, mas é importante lembrar que, na alta temporada, as ruas estreitas ficam extremamente lotadas, o que pode tornar o passeio mais demorado.

Estacionamento e Transporte

A chegada ao Mont Saint-Michel é organizada para preservar a paisagem. Os carros não chegam até a porta do monte; todos devem ser deixados em bolsões de estacionamento localizados a cerca de 2,5 km da ilha.

A partir do estacionamento, existem três formas de chegar à entrada da muralha: Navette, a pé, ou de carruagem (Maringote). A Navette é a forma mais prática, sendo um ônibus elétrico, gratuito, que faz o trajeto em poucos minutos e deixa os visitantes bem perto da entrada. Você pode ir caminhando, por cerca de 30 a 40 minutos pela ponte-passarela, sendo esta uma opção mais cênica, permitindo ver o monte crescer no horizonte conforme você se aproxima. Também é possível ir de Maringote, uma carruagem puxada por cavalos, para quem busca uma chegada com estilo tradicional (serviço pago à parte).

O acesso à vila medieval dentro das muralhas é gratuito e aberto 24 horas. Durante os horários de pico, as Navettes rodam a cada 10 minutos (ou até menos), mas depois das 18h, rodam a cada 30 minutos.

A logística do estacionamento no Mont Saint-Michel é extremamente organizada, sendo que há um estacionamento para quem vai fazer a visita durante o dia, e uma entrada para quem vai ficar nos hotéis na área de “La Caserne” (o setor hoteleiro localizado logo antes da ponte-passarela).

Para quem faz apenas um bate e volta ao Mont Saint-Michel, o estacionamento geral é organizado em grandes bolsões, bem sinalizados como P2, P5, P6 e assim por diante. O local fica a cerca de 2,5 km da entrada da abadia, funcionando com a retirada de um bilhete na entrada e o pagamento em máquinas automáticas antes de sair. O valor do estacionamento já inclui o transporte na navette (o ônibus gratuito) que leva você do centro de visitantes até o pé das muralhas. É um trajeto curto, de cerca de 10 a 12 minutos. O valor do estacionamento varia por temporada, sendo que na baixa temporada ele custa de 12 euros (R$ 72,00) a 25 euros (R$ 150,00) na alta temporada, pelo período de 24 horas.

Como a zona que rodeia os hotéis é restrita para preservar a paisagem e facilitar o fluxo dos ônibus gratuitos, há um rigoroso controle de acesso. Diferentemente dos visitantes que fazem apenas o “bate e volta” e utilizam os parques de estacionamento públicos, quem se hospeda nos hotéis desta área usufrui de uma infraestrutura dedicada. Existe uma via de acesso e uma entrada sinalizada especificamente para os clientes dos hotéis. No dia da sua chegada, o hotel te fornece um código de acesso (geralmente enviado por e-mail ou por mensagem). Ao chegar à cancela, basta inserir o código fornecido no terminal e seguir até o seu hotel.

🎟️ Preço
Euros 12,00 (R$ 72,00) – Baixa temporada | Euros 25,00 (R$ 150,00) – Alta temporada

Explorando o Mont Saint-Michel

Atravessar os portões do Mont Saint-Michel é como entrar num túnel do tempo. Imediatamente, você é engolido por um labirinto de ruelas de pedra, casas medievais de enxaimel e escadarias que parecem não ter fim. No entanto, para que a sua visita seja perfeita, é preciso ter uma estratégia em mente.

O ponto principal de qualquer visita é a Abadia do Mont Saint-Michel, que fica no topo do rochedo. E a forma como você desenha o seu roteiro até ela deve depender da época do ano em que você viaja.

Vista do Mont-Saint-Michel

Se você estiver visitando na alta temporada ou em feriados, a regra é inverter o passeio. Assim que passar pelos portões principais, não se distraia com as lojinhas nem com os restaurantes. Procure as escadarias que cortam caminho e suba direto para a Abadia. Chegando cedo, você consegue visitar os claustros, o refeitório dos monges e a igreja com alguma tranquilidade e sem pegar muita fila. Depois de explorar a Abadia, siga o caminho inverso. Desça caminhando pelas muralhas (Les Remparts), apreciando a vista da baía, e então explore o comércio da vila ou os museus enquanto a maior parte das pessoas ainda estiver subindo para a Abadia.

Mas se você visitar o monte fora dos meses de pico, como foi o nosso caso, a experiência é muito mais contemplativa. Você tem o luxo de deixar o roteiro fluir de forma natural e sem pressa. Comece entrando pela Grande Rue. Suba para as muralhas logo no início e contorne o monte em direção ao alto. Deixe a Abadia para o final da subida. O impacto de chegar ao topo, depois de ter absorvido aos poucos toda a atmosfera da vila medieval, torna a visita ao monumento ainda mais grandiosa. Depois da visita da Abadia, aproveite para visitar o conjunto de pequenos museus do monte e aproveite as lojinhas.

🎟️ Preço
Euros 12,00 (R$ 72,00) – Baixa temporada | Euros 25,00 (R$ 150,00) – Alta temporada

Porte de l’Avancée

Uma visita por Mont Saint-Michel começa na Porte de l’Avancée, o portão de entrada da citadela. Este era o primeiro sistema de defesa do monte. Logo após cruzar a passarela, você passará pelo pátio de entrada, onde é possível ver os famosos “Michelettes”, dois canhões de ferro abandonados pelos ingleses durante o cerco de 1434.

Porte du Roi (Porta do Rei)

Poucos passos à frente, você encontra a Porta do Rei. Construída no século XV, esta era a “entrada de gala” da cidade medieval. Ela ainda conserva o seu baluarte, a ponte levadiça e o brasão esculpido. Ao cruzar este arco, você estará oficialmente dentro da vila.

Porte du Roi

Les Remparts (Muralhas)

Logo após passar pela Porta do Rei, a tendência da maioria dos visitantes é seguir reto pela Grande Rue até a Abadia. Mas vale mais a pena subir até as muralhas. Após a porta do rei, você encontra uma escadaria que leva ao topo das Muralhas.

Caminhar pelas muralhas, em vez de seguir pela rua principal, oferece uma experiência muito mais agradável e legal. À medida que você sobe, o panorama da baía fica cada vez mais bonito. Você verá a imensidão das areias e, se tiver sorte com o horário e a época do mês, o espetáculo da maré subindo.

O trajeto pelas muralhas é contínuo e te leva até a Abadia. É uma subida constante, mas a brisa do mar e o caminho, mais amplo do que a rua, tornam o esforço muito mais agradável.

Muralhas
Muralhas

Torres de Guarda

Durante o percurso pela muralha, você passará por diversas torres históricas, como a Tour de l’Arcade e a Tour de la Liberté. Cada uma delas oferece um ângulo diferente para fotografar os telhados de ardósia da vila, as chaminés das casas medievais e a baía.

Abadia do Mont Saint-Michel

A abadia é uma fascinante mistura de estilos, refletindo os séculos em que foi construída, destruída por incêndios e reconstruída ao longo de mais de 1.000 anos de história.

Logo antes de entrar na igreja principal, você sai para um grande terraço ao ar livre. A vista panorâmica da baía daqui é bem legal. Depois de visitar o terraço, visite a igreja propriamente dita. Nela, você nota duas partes diferentes: uma mais antiga, de estilo românico (escura), e outra mais nova, onde fica o altar, de estilo gótico, muito mais alto e com luz natural.

Abadia

Abadia
Abadia

Da igreja, a visita te leva ao Claustro, localizado no topo da “A Maravilha”. O claustro tem um pequeno jardim muito bem cuidado. O roteiro da visita desce e passa por salões gigantescos sustentados por colunas maciças, como o Refeitório dos Monges e o Salão dos Cavaleiros, construídos para suportar o peso das estruturas acima deles.

Abadia

🕒 Horário
Diário: 9h – 19h (Alta temporada) | 9:30h – 18h (Baixa temporada)
🎟️ Preço
Euros 13,00 (R$ 78,00). É possível comprar o ingresso pela internet para evitar fila.

Museu Histórico

Se você tiver tempo ou for ficar em ou próximo do Mont Saint-Michel, pode visitar quatro pequenos museus privados que existem na vila. Para visitá-los, você pode comprar a entrada individual em cada museu ou adquirir o “Pass 4 Musées” (Passaporte 4 Museus) no primeiro em que entrar, o que torna a visita mais barata.

Logo na saída da Abadia, você encontra o Museu Histórico, o primeiro desses museus. O museu aborda os 1000 anos de história da vila, destacando o período em que o monte serviu de prisão (apelidado de “Bastilha dos Mares”).

O museu tem uma coleção de armas antigas, reconstruções de calabouços, antigos instrumentos de tortura. A visita ainda dá acesso aos jardins e às antigas torres de vigia.

🕒 Horário
Diário: 9:30h – 18:30h (Alta temporada) | 10h – 17h (Baixa temporada)
🎟️ Preço
Euros 18,00 (R$ 108,00) – Passaporte para os 4 museus

Logis Tiphaine (A Casa Histórica)

É o melhor dos quatro museus, pois é uma verdadeira mansão do século XIV muito bem preservada. A mansão foi a residência do lendário cavaleiro bretão Bertrand du Guesclin e da sua esposa, Tiphaine de Raguenel.

O museu exibe mobiliário medieval, a armadura do cavaleiro, tapeçarias e o misterioso gabinete de astrologia de Tiphaine, onde ela lia as estrelas no ponto mais alto da casa.

Logis Tiphaine

🕒 Horário
Diário: 9:30h – 18:30h (Alta temporada) | 10h – 17h (Baixa temporada)
🎟️ Preço
Incluso no Passaporte

L’Archéoscope

Diferente de um museu, este é um espaço de espetáculo audiovisual imersivo. Em uma grande maquete do monte, são realizadas projeções de luzes, vídeos e efeitos especiais. O show conta a lenda da fundação do santuário pelo Bispo Aubert (que teria recebido a ordem do próprio Arcanjo São Miguel) e mostra as etapas de construção da abadia ao longo dos séculos.

O show é em francês, mas dá para acompanhar bem, mesmo para quem não entende muito francês.

🕒 Horário
Diário: 9:30h – 18:30h (Alta temporada) | 10h – 17h (Baixa temporada)
🎟️ Preço
Incluso no Passaporte

Musée Maritime et de l’Écologie (Museu Marítimo)

Este museu traz explicações sobre o fenômeno das marés da região (as maiores da Europa), os perigos das areias movediças e o grandioso projeto ecológico que impediu que o monte se assoreasse na areia para sempre. O museu ainda mantém uma grande coleção de maquetes de barcos antigos.

🕒 Horário
Diário: 9:30h – 18:30h (Alta temporada) | 10h – 17h (Baixa temporada)
🎟️ Preço
Incluso no Passaporte

Pôr do Sol e Acendimento das Luzes

Um dos momentos mais fotografados do Mont-Saint-Michel acontece fora das muralhas. É da Barragem do Rio Couesnon (a represa) que se tem a melhor vista panorâmica do entardecer para registrar esse espetáculo.

Como optamos por ficar hospedados na área de La Caserne, bastou uma curta caminhada de poucos minutos para chegarmos à barragem ao final da tarde. É daqui que se compreende a magnitude do Mont-Saint-Michel isolado na imensidão da baía.

Assistir ao pôr do sol a partir desse ponto é uma experiência bem legal. À medida que o sol desce, as pedras da abadia, que durante o dia têm um tom cinza-azulado, começam a ganhar nuances de dourado e de cobre.

Mas o show não termina quando o sol se põe. Vale a pena esperar alguns minutos extras pelo “momento azul”. Gradualmente, as luzes que iluminam as muralhas e a abadia começam a acender. Pelo menos é o que dizem. O problema é que nem sempre as luzes da muralha são acesas, então depende da sorte (que não tivemos).

Por do Sol

Fougères

Continuando pela Bretanha, há duas paradas rápidas antes de chegar a Rennes. Do Mont-Saint-Michel, seguimos para Fougères, em um trajeto curto de aproximadamente 50 km (cerca de 45 a 50 minutos) rumo ao sul.

Fougères é uma cidade que abriga o que muitos consideram a maior fortaleza medieval da Europa, símbolo da força militar medieval da Bretanha. A chegada à cidade é interessante, pois o castelo não fica no topo de uma montanha, mas sim em um vale, cercado por um fosso natural formado pelo rio Nançon.

Existem duas formas de percorrer este roteiro, uma vez que o castelo está na parte de baixo e a igreja principal está na parte de cima da cidade. Você pode começar pelo castelo e subir ou pela igreja e descer. Se estiver de carro, o estacionamento maior, mais fácil e mais barato fica próximo ao castelo, então começamos pelo castelo.

Igreja Saint-Sulpice

Esta igreja fica bem aos pés das muralhas do Castelo de Fougères. A Igreja de São Sulpício ficava no bairro dos artesãos e dos trabalhadores. Com origens no século XI, ela foi reconstruída várias vezes e exibe uma evolução arquitetônica que se funde com a atmosfera das casas antigas de enxaimel ao seu redor.

O destaque vai para a estrutura do telhado em forma de casco de navio invertido (típica da região bretã), com painéis de madeira esculpidos, além de retábulos de granito muito bem preservados (parte de trás do altar).

Igreja Saint-Sulpice
Igreja Saint-Sulpice

🕒 Horário
Diário: 9h – 18h
🎟️ Preço
Gratuito

Château de Fougères

O castelo original foi destruído em várias guerras e, por isso, foi sendo reconstruído. Hoje, ainda há obras de restauração em algumas partes do castelo. O castelo tem arquitetura militar e foi construído entre os séculos XII e XV para defender as fronteiras da Bretanha.

Ponte da Laguna Garzon

A visita é autoguiada (com aúdio-guia disponível em várias línguas, inclusive em português). Existe um circuito a ser feito, mas a indicação de onde começa e para onde vai não é das melhores, e, volta e meia, você pode se perder ou começar a andar pela “contramão”. O passeio é completo, passando sobre as muralhas e entrando nas torres icônicas do castelo, como a Tour Mélusine e a Tour des Gobelins.

No interior do castelo, você verá moinhos de água em funcionamento, que mostram como a força do rio era utilizada na época. Mas a melhor vista dos moinhos fica do lado de fora do castelo, e há uma pequena entrada na lateral dele.

Ponte da Laguna Garzon
Ponte da Laguna Garzon

🕒 Horário
Diário: 10h – 19h (Alta temporada) | Ter – Dom: 10h – 17:30h (Baixa temporada)
🎟️ Preço
Euros 9,00 (R$ 54,00)

Place du Marché

A praça do mercado fica quase do lado do castelo. É uma praça charmosa, cercada por edifícios antigos, ideal para sentar e tomar um café ou almoçar.

Jardim Público

Subindo em direção à “Cidade Alta” (Ville Haute), passe pelo Jardin Public de Fougères. O jardim fica ao lado da Igreja de Saint-Léonard, e tem uma das vistas panorâmicas mais legais da Bretanha.

Do jardim, você tem uma vista completa das 13 torres do castelo e das muralhas que serpenteiam o vale. É o lugar perfeito para entender a escala da fortaleza.

Jardim Público
Jardim Público

Igreja de Saint-Léonard

Localizada na Cidade Alta, ao lado do Jardim Público e da Prefeitura, a Igreja de São Leonardo tem estilo gótico flamejante. Ela começou a ser construída no século XII, mas foi ampliada entre os séculos XV e XVII.

Os destaques da igreja são a belíssima rosácea gótica, as gárgulas na parte externa e os vitrais detalhados no interior.

Igreja de Saint-Léonard
Igreja de Saint-Léonard

🕒 Horário
Diário: 9h – 18h
🎟️ Preço
Gratuito

Vitré

Seguindo a nossa rota pela Bretanha, o nosso roteiro nos leva até à encantadora cidade de Vitré. A viagem entre as duas cidades é rápida, com duração de cerca de 30 a 40 minutos.

Vitré conquista muitos viajantes pelo seu charme de “conto de fadas”, pois seu centro histórico é considerado um dos centros medievais mais bem preservados de toda a Europa, e caminhar por ele é uma viagem no tempo. Muitas ruas do centro são reservadas para pedestres, pois carros teriam dificuldade de passar por algumas vielas antigas, em que algumas casas parecem querer cair sobre você, por não serem totalmente retas.

Se estiver de carro, há um estacionamento na frente da estação de trem, bem próximo do centro histórico. É um ponto bem conveniente para visitar Vitré.

Castelo de Vitré

O castelo é a atração mais importante da cidade. Ele fica em um promontório rochoso, com seus telhados de ardósia pontiagudos e suas torres cilíndricas maciças. Sua fachada é o estereótipo perfeito do castelo medieval que imaginamos visitar.

Além de percorrer os pátios e admirar as muralhas externas, o castelo abriga também o museu da cidade. As vistas das torres sobre o rio Vilaine e os telhados antigos são fantásticas.

Igreja de Saint-Léonard

Igreja de Saint-Léonard

Igreja de Saint-Léonard
Igreja de Saint-Léonard

🕒 Horário
Diário: 10h – 12:30h e 14h – 18h (às vezes fecha às terças nos meses de inverno)
🎟️ Preço
Euros 6,00 (R$ 36,00)

Centro Histórico

A partir do castelo, o ideal é perder-se pelas ruelas estreitas do centro histórico, com destaque para a Rue de la Baudrairie.

Esta rua era o antigo bairro dos artesãos de couro. As fachadas das casas (“maisons à pans de bois”) são coloridas, tortas pela ação do tempo e repletas de detalhes esculpidos na madeira e na pedra. É, sem dúvida, a rua mais fotogénica de Vitré.

Centro Histórico
Centro Histórico

Centro Histórico
Centro Histórico

Igreja de Notre Dame de Vitré

Bem no meio do centro histórico ergue-se a Igreja de Notre-Dame de Vitré, que é um dos mais belos exemplos do estilo gótico flamejante na Bretanha, construída durante os séculos XV e XVI pelos ricos mercadores locais.

O destaque vai para o raríssimo púlpito exterior (uma pequena varanda esculpida em pedra na fachada), usado para pregar às multidões aglomeradas na praça em dias de festa.

Igreja de Notre Dame de Vitré

Igreja de Notre Dame de Vitré
Igreja de Notre Dame de Vitré

🕒 Horário
Diário: 9h – 17:30h
🎟️ Preço
Gratuito

Igreja Saint-Martin

Saindo um pouco do núcleo medieval mais antigo, já no final do centro histórico, encontramos a Igreja de Saint-Martin. Ela oferece um excelente contraste arquitetônico com a Igreja de Notre-Dame.

A Igreja de Saint-Martin é muito mais nova, tendo sido construída no final do século XIX, num estilo neorromânico (com influências que lembram a arquitetura bizantina), o que lhe confere um aspeto monumental muito diferente, com arcos mais arredondados e uma estrutura imponente que domina essa parte da cidade.

Igreja Saint-Martin

🕒 Horário
Diário: 9h – 18h
🎟️ Preço
Gratuito

Rennes

Continuando a nossa viagem de carro, deixamos o clima bucólico e romântico de Vitré para trás e dirigimos cerca de 40 km (40 minutos) a oeste até chegar a Rennes. Diferente de Fougéres e Vitré, Rennes é uma cidade muito maior e, por isso, a escolhemos para finalizar o dia e servir de ponto de parada.

Escolhemos um hotel a alguns quarteirões do parlamento e achamos que foi uma boa escolha, pois foi fácil chegar de carro, sem precisar se complicar com as ruas mais estreitas do centro. Todo o resto foi feito a pé.

Rennes sofreu um incêndio devastador em 1720 e, por isso, mistura uma arquitetura clássica de pedra real francesa com os resquícios da era medieval que ainda sobreviveu.

Parlamento

O parlamento fica na parte da cidade reconstruída em pedra no século XVIII, com grandes praças abertas e palácios monumentais.

O parlamento de Rennes foi o símbolo máximo do antigo poder da província bretã. Suas salas internas, entre as mais ricas da França, possuem tetos pintados e decorações em ouro. O palácio passou por uma restauração após um incêndio em 1994.

Para visitar, você deve agendar um horário no Escritório de Turismo de Rennes, porém, nem sempre há horários disponíveis.

Parlamento

Basílica Saint-Sauveur à Rennes

Caminhando um pouco em direção ao centro histórico, encontramos esta charmosa basílica dedicada a São Salvador. Ela é famosa por abrigar a imagem de Notre-Dame des Miracles, a quem os moradores atribuem a salvação da cidade de um grande cerco inglês no século XIV e a contenção do grande incêndio de 1720.

O destaque principal é a estátua da Virgem com o Menino Jesus, cercada por velas. Ao caminhar pelas naves laterais, repare nas centenas de pequenas placas de mármore fixadas nas paredes. São os “ex-votos”: mensagens gravadas por fiéis ao longo de séculos para agradecer graças, curas e milagres atribuídos à padroeira.

Basílica Saint-Sauveur

🕒 Horário
Diário: 7:30h – 12:45h e 14h – 19h
🎟️ Preço
Gratuito

Catedral Saint-Pierre de Rennes

A Catedral de São Pedro é o monumento religioso mais imponente da cidade. Por fora, a fachada de granito, em estilo neoclássico, é sóbria e pesada. No entanto, ao cruzar os portais, o interior revela uma explosão de cores, afrescos e detalhes em ouro inspirados nas basílicas romanas, criando um dos contrastes decorativos mais impressionantes da Bretanha.

Os destaques ficam para o teto totalmente decorado com estuques dourados e pinturas detalhadas, e para os pilares que sustentam a nave, revestidos de estuque pintado a imitar mármore refinado e realçados por frisos dourados.

Dentre as obras importantes, a catedral guarda o Retábulo de Antuérpia (Século XVI), que está localizado em uma das capelas. Esculpido em madeira, com uma riqueza de detalhes tridimensionais, ele retrata cenas da vida da Virgem Maria e sobreviveu à destruição provocada pela Revolução Francesa.

Instalado na parte alta, o órgão da catedral é um dos mais importantes e imponentes da região, com uma caixa de madeira esculpida que domina a perspectiva de quem olha para o coro.

Catedral Saint-Pierre

🕒 Horário
Diário: 9:30h – 12h e 15h – 18h
🎟️ Preço
Gratuito

Portes Mordelaises

Conhecidas historicamente como a “porta real”, as Rue des Portes Mordelaises são um dos vestígios das antigas muralhas dos séculos III e XV. Com suas duas imensas torres simétricas e uma ponte levadiça, era por aqui que os Duques da Bretanha entravam solenemente na cidade antes de serem coroados.

Muita gente só olha para a estrutura e não passa por ela. Vale a pena andar um pouco e passar pela porta, pois do lado de trás há resquícios da antiga muralha da cidade, que também podem ser vistos.

Portes Mordelaises

Igreja Notre-Dame em Saint-Melaine

Localizada na extremidade leste do centro histórico, ao lado do Parque Thabor, esta antiga igreja do século VI (reconstruída várias vezes) destaca-se por sua torre octogonal encimada por uma imensa estátua dourada da Virgem Maria que abençoa a cidade. Ela foi a antiga catedral de Rennes no século XIX.

Igreja Notre-Dame
Igreja Notre-Dame

🕒 Horário
Diário: 9h – 18h
🎟️ Preço
Gratuito

Palais Saint-Georges

Este é um imponente palácio construído no século XVII como uma abadia beneditina. Sua fachada, de quase 90 metros de comprimento, exibe uma belíssima galeria de arcadas de pedra.

Hoje, o prédio abriga serviços administrativos, mas o grande espetáculo fica por conta do magnífico jardim formal e florido, em frente ao edifício, aberto ao público.

Palais Saint-Georges

🕒 Horário
Diário (24 h)
🎟️ Preço
Gratuito

DICA

Rennes é famosa por sua culinária descontraída. Terminar a noite na Place Sainte-Anne ou na animada Rue Saint-Michel (carinhosamente apelidada pelos locais de “Rua da Sede”) para comer uma legítima galette saussisse (uma salsicha grelhada enrolada num crepe de trigo sarraceno), acompanhada de uma boa sidra bretã artesanal, é a experiência para fechar o dia na cidade.

Josselin

Saindo de Rennes, o nosso roteiro de carro seguiu em direção à vila de Josselin, a uns 80 km (aproximadamente 1 hora de viagem) de Rennes. Esta pequena cidade medieval está à margem do canal que liga Nantes a Brest e oferece uma paisagem romântica e pitoresca.

Ao chegar a Josselin, você descobre que há poucos lugares para estacionar. Uma dica é seguir em direção ao canal e parar aos pés do castelo, em um estacionamento gratuito ao lado dele. Este local é interessante, até porque você terá uma das vistas mais famosas do castelo.

Portas de Entrada da Cidade

Saindo do estacionamento, você pode contornar o castelo pela rua do canal até a primeira ponte. Vire à direita e, em seguida, procure uma passagem para pedestres. Esta rua estreita passa sob as muralhas e te leva ao centro histórico.

Castelo

Porta de Entrada

Chapelle de la Congregation

Depois de passar por baixo da muralha, encontramos esta capela que nunca foi uma capela, apesar do nome.

Embora tenha sido construída como um templo religioso, a história por trás de suas paredes é tudo menos convencional. Construída por volta de 1702 pelos discípulos de São Vicente de Paulo, a capela surgiu no meio de uma enorme briga política. O bispo de Saint-Malo, à época, estava em pé de guerra com os congregacionalistas locais e, em sinal de protesto, recusou-se a consagrar o edifício. Por causa disso, ela nunca funcionou como uma igreja.

Depois de diversas funções, o espaço hoje funciona como um centro cultural. A entrada para as exposições temporárias costuma ser gratuita.

Chapelle de la Congregation

Centro Histórico

O centro histórico é bem pequeno, mas repleto de ruelas de paralelepípedo e casas de enxaimel que datam dos séculos XVI e XVII, com fachadas coloridas e detalhes esculpidos nas vigas.

No centro, você encontra a Place de Notre Dame, a praça principal da vila, cercada por cafés e lojinhas de artesanato local. É o lugar perfeito para sentar ao ar livre e sentir o pulso tranquilo desta comunidade bretã.

Como o castelo abre no final da manhã, resolvemos passear no centro primeiro, almoçar e depois visitar o castelo.

Centro Histórico
Centro Histórico

Centro Histórico

Basilique Notre-Dame du Roncier

A basílica foi fundada no século XI e reconstruída no estilo gótico flamejante. A igreja está envolta em lendas e é um centro de peregrinação regional.

O nome “Notre-Dame du Roncier” (Nossa Senhora da Sarça) deve-se à história de um camponês que, no ano 808, teria encontrado uma estátua milagrosa da Virgem Maria, escondida entre uma moita de sarças espinhosas, no local onde hoje se ergue o templo.

Às vezes, a torre do sino é aberta à visitação e pode-se subir para ter uma vista de 360 graus da cidade.

Basilique Notre-Dame
Basilique Notre-Dame

🕒 Horário
Diário
🎟️ Preço
Gratuito

Castelo de Josselin

A grande atração da cidade é o Castelo de Josselin. O castelo fica sobre um penhasco rochoso (não tão alto assim) diretamente acima das águas do rio Oust.

O castelo apresenta uma dualidade arquitetônica. Uma fachada exterior de fortaleza militar medieval, com torres maciças voltadas para o rio, e um pátio interior esculpido em estilo gótico-renascentista francês.

A visita pode ser feita de forma guiada ou autônoma. A visita guiada tem horários, enquanto a autônoma pode ser feita a qualquer momento. A diferença é que, na visita guiada, os guias te levam aos aposentos do segundo andar, e na visita autônoma você só pode ver as salas e os aposentos do térreo.

A entrada dá acesso aos jardins projetados pelo famoso paisagista Achille Duchêne, que se dividem em um jardim francês, um roseiral e um parque inglês.

Castelo

Castelo
Castelo

🕒 Horário
Diário: 11h – 18h
🎟️ Preço
Euro 14,80 (R$ 90,00)

Museu de Bonecas e Brinquedos

O museu de bonecas e brinquedos faz parte do castelo de Josselin, e fica nas antigas cavalariças do castelo. Fundado pela Duquesa Antoinette de Rohan em 1984, este museu abriga uma das maiores coleções privadas de brinquedos da Europa.

A exposição tem mais de 600 bonecas antigas (algumas do século XVII), além de brinquedos mecânicos, maquetes e jogos de tabuleiro. Muitas das bonecas estão vestidas com trajes tradicionais da Bretanha e de outras províncias francesas, servindo como um registo da história da indumentária.

🕒 Horário
Diário: 11h – 18h
🎟️ Preço
Incluso no ingresso do castelo

Rochefort-en-Terre

Continuando a nossa viagem pela Bretanha, dirigimos cerca de 45 km (aproximadamente 1 hora) rumo ao sul, em direção a Nantes, mas fizemos um desvio por estradas secundárias.

Rochefort-en-Terre foi eleita várias vezes como uma das vilas mais bonitas da França (Plus Beaux Villages de France). Ao contrário de outras cidades medievais que impressionam pela escala, esta vila encanta pelo seu pequeno tamanho. Ela foi considerada uma das vilas mais bonitas, pois cada esquina ostenta varandas floridas, brasões de pedra e uma atmosfera artística.

Quando você chegar, deve deixar o carro em um dos estacionamentos na entrada da cidade. A partir dali, é andar um pouco a pé.

A Vila

Caminhar pela vila é uma experiência de alto valor cênico. A arquitetura local é caracterizada por uma mistura de estilos que vão desde casas de enxaimel do século XVI até imponentes habitações renascentistas de pedra de cantaria.

A vila leva a sério a tradição de Village Fleuri. O contraste entre o granito cinzento e os gerânios, heras e glicínias que adornam as fachadas é um dos elementos mais fotografados.

As antigas lojas medievais abrigam hoje oficinas de artistas, oleiros, sopradores de vidro e escultores, mantendo viva a vocação criativa da localidade. Outras viraram restaurantes, lojas de chocolate e de outros produtos locais.

Vila

Vila
Vila

Castelo de Rochefort

Construída originalmente no século XII, a fortaleza medieval foi destruída durante as guerras religiosas e a Revolução Francesa, restando hoje apenas as imponentes muralhas exteriores e os portões originais. No início do século XX, o pintor americano Alfred Klots comprou as ruínas e construiu uma mansão de estilo senhorial, utilizando as pedras da antiga fortificação.

Não há visitação à mansão. Mas pode-se visitar o parque que circunda as ruínas e a esplanada. O local não é tão bem cuidado quanto o resto da vila.

Castelo de Rochefort

🕒 Horário
Diário: 10h – 18h
🎟️ Preço
Gratuito

Igreja Notre-Dame-de-la-Tronchaye

Localizada numa pequena rua próxima ao castelo, esta igreja se destaca pela fachada. Construída em estilo gótico flamejante com granito escuro da região. Devido à inclinação do terreno onde foi erguida, a igreja apresenta uma assimetria que parece acompanhar a própria ladeira.

O nome Tronchaye deriva da lenda de uma pastora que, no século XII, teria encontrado uma estátua da Virgem Maria escondida no tronco oco de uma árvore para protegê-la dos ataques normandos. A imagem original ainda está na igreja.

Quando for visitar, preste atenção no horário de fechamento. Ninguém fica tomando conta da igreja, e as portas têm travas que se trancam automaticamente no horário de fechamento. Se entrar, fique esperto para ter certeza de que vai sair antes de fechar; senão, pode passar a noite na igreja.

Igreja Notre-Dame-de-la-Tronchaye

🕒 Horário
Diário: 8:30h – 19h
🎟️ Preço
Gratuito

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